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| INFORME DIÁRIO | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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COMENTÁRIO ATA DO COPOM - COM POUCAS ALTERAÇÕES, TEXTO VOLTA A SINALIZAR AJUSTE RÁPIDO NOS JUROS
24/04/08 - Nesta manhã foi divulgada a ata da última reunião do Copom, quando a taxa Selic foi elevada para 11,75% ao ano. Como a alta dos juros já havia sido sinalizada pela ata passada, o texto de hoje não apresentou mudanças significativas em suas linhas gerais. Como destaque, a confirmação da visão exposta no statement, de que uma ação preventiva tende a minimizar o ajuste necessário nos juros. Este sentimento é consolidado no parágrafo 23, quando o BC afirma: “(...) na avaliação do Copom, respaldada pela experiência internacional, a atuação da política monetária tende a ser mais efetiva, atingindo seus objetivos com maior rapidez, quando a deterioração da dinâmica inflacionária está em seus estágios iniciais, do que quando esta se encontra consolidada”. Ou seja, ao iniciar a elevação dos juros quando os riscos inflacionários ainda são incipientes, o BC acredita que poderá reverter a tendência de aceleração da inflação com um ciclo curto de aperto monetário. Além disso, foi repetido o texto do comunicado no parágrafo 25, onde mencionou que “a decisão de realizar parte relevante do movimento irá contribuir para (...) reduzir a magnitude do ajuste total a ser implementado”. Na ata, o BC justificou a elevação dos juros apontando como motivos para a decisão os sinais que ilustram o aquecimento da economia, como (i) a aceleração de certos preços no atacado, (ii) a trajetória dos núcleos de inflação e (iii) a rápida elevação das expectativas de inflação (parágrafo 24). Sobre o IPCA, afirmou o BC no primeiro parágrafo que o “comportamento recente tem sido notadamente menos favorável do que em trimestres anteriores (...) com sinais de que poderia estar divergindo da trajetória das metas”. De fato, os índices de inflação correntes têm subido nos últimos meses, com forte pressão no atacado (preços agrícolas e também industriais). Desta forma, o BC age para evitar a transmissão destas altas para o varejo, evitando também a piora adicional das expectativas, o que poderia levar os agentes econômicos a “atribuir maior probabilidade a que elevações da inflação sejam persistentes” (parágrafo 23). Sobre atividade econômica, o Copom continua com cenário positivo, apontando força das vendas no varejo, da produção industrial e do mercado de trabalho. Sobre a indústria, ainda se mostra preocupado com a “redução da capacidade ociosa”, sendo que o forte aumento dos investimentos “não tem sido suficiente para conter tal processo” (parágrafo 9). Possíveis “restrições da capacidade produtiva” também foram mencionadas no parágrafo 6, onde o BC sugere que eventuais reduções do ritmo da atividade industrial podem estar associadas a tais restrições. Os temores com o descompasso entre oferta e demanda estão presentes em diversos trechos do documento. Em relação ao preço do petróleo, o BC segue trabalhando com a hipótese de não haver reajuste dos preços domésticos dos combustíveis. Entretanto, cita que a probabilidade de se configurar um cenário alternativo (de elevação dos preços) vem aumentando (parágrafo 12). Cabe lembrar que, dado o peso importante da gasolina na inflação, um aumento destes preços neste ano tende a tirar definitivamente o IPCA de 2008 do centro da meta. Em suma, a ata procurou explicar de maneira clara os objetivos do Banco Central com a elevação dos juros neste mês, indicando quais são os pontos que mais preocupam a autoridade monetária neste momento – os fatores são semelhantes aos já apontados na ata passada. Ao antecipar o processo de alta da Selic, o Copom mostra que, por um lado, não desejou aguardar uma maior deterioração do cenário inflacionário, mas por outro, acredita que não precisará promover um longo e intenso aperto na política monetária (como em 2004). Fica a dúvida de qual será a magnitude deste ajuste – evidentemente, nem o próprio BC sabe ex-ante qual será o movimento necessário, algo que dependerá da evolução dos indicadores de atividade, de inflação corrente e das expectativas inflacionárias. De qualquer forma, acreditamos que o cenário atual irá requerer (no máximo) mais 100 a 125 pontos-base de elevação da Selic nas próximas duas (ou três) reuniões, o que levaria os juros básicos para 12,75% ou 13,00% ao ano. Para o próximo encontro do Comitê, em 04 de junho, prevemos uma nova elevação de 50 pontos. Silvio Campos Neto |
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Comentário Copom: BC surpreende com aumento de 50 pontos, mas comunicado sinaliza ajuste curto
17/04/08 - Em reunião encerrada na noite de ontem, o Comitê de Política Monetária do Banco Central elevou a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 11,75% ao ano, diferentemente da nossa expectativa e de grande parte dos analistas, que aguardavam um ajuste menor, de apenas 0,25 pp. A decisão ocorreu de forma unânime entre os membros do Copom. Entretanto, mais importante do que este movimento mais agressivo, foi o teor do comunicado anunciado juntamente com a decisão. Afirmou o BC: “O comitê entende que a decisão de realizar, de imediato, parte relevante do movimento da taxa de juros irá contribuir para a diminuição tempestiva (...) do risco inflacionário e, como conseqüência, para reduzir a magnitude do ajuste total a ser implementado”. Ou seja, diante do contexto atual, o Copom não vislumbra a necessidade de um aperto monetário muito expressivo, mas provavelmente apenas um breve ajuste para cima na Selic. Fica, evidentemente, a dúvida em torno de quanto será este movimento – em outras palavras, 0,50 pp é parte relevante de quanto? Mantemos nossa análise de que um ajuste de 150 pontos tende a ser suficiente para atingir os objetivos preventivos propostos pelo Banco Central neste momento, embora a evolução dos indicadores de inflação e atividade nos próximos meses se configure no fator de definição do total de aperto a ser promovido. Mais do que nunca, a leitura da ata será fundamental para avaliar a visão da autoridade monetária sobre a conjuntura atual, e servirá como base importante de informações para ajustar as perspectivas para a evolução da taxa de juros em 2008. De imediato, um novo aumento de 50 pontos em junho é o mais provável – dificilmente o BC alteraria o ritmo logo na reunião seguinte. De todo modo, o recado de processo rápido de alta fornecido no comunicado deve ser reforçado na ata, a despeito da confirmação da preocupação com o cenário inflacionário corrente. Silvio Campos Neto |
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Ambiente externo positivo sustenta valorização da Bolsa; incerteza com Copom pressiona juros
16/04/08 - O alívio nos mercados internacionais hoje decorre de notícias positivas, tanto em termos de balanços corporativos, como também de indicadores econômicos. Entre os resultados, Intel, JP Morgan, Coca Cola e Wells Fargo não desapontaram os analistas, apresentando ganhos em linha ou ligeiramente acima das previsões. Entre os dados, o CPI dos Estados Unidos confirmou as previsões (núcleo 0,2%), o que também contribui para arrefecer os temores externos – algo ampliado pela recuperação inesperada da produção industrial em março (+0,3%), mesmo em meio a sinais claros de desaquecimento da economia. Apenas o setor imobiliário segue apresentando indicadores frágeis, mostrando que o ajuste deste segmento ainda não chegou ao fim. No dia de hoje também merece destaque o resultado do PIB da China no primeiro trimestre de 2008, que apontou crescimento de 10,6% (acima das previsões). Isto sinaliza que a economia do gigante asiático segue firme, o que valoriza os papéis vinculados às commodities e à atividade global (Vale e siderúrgicas). No mercado cambial, o dólar alcançou a mínima histórica em relação ao euro, diante da revisão para cima da inflação da Zona do Euro, o que confirma a tendência de manutenção dos juros nesta região por enquanto. O derretimento global do dólar se reflete no Brasil, com nova apreciação do real no dia de hoje. Por fim, os DIs futuros se mantém pressionados com a proximidade da decisão do Copom, no final desta tarde. Além da incerteza relacionada à magnitude do ajuste (prevemos alta de 25 pontos base, mas há também apostas no mercado em torno de 50 pontos), há também dúvidas sobre o tamanho total do aperto monetário até o final deste ano, algo que apenas poderá ser desvendado com a evolução dos indicadores e com o teor dos próximos comunicados oficiais do Banco Central. Diante do cenário atual, acreditamos em um ajuste total de 1,5 ponto percentual (150 pontos-base) em 2008, para 12,75% ao ano, começando com 0,25 p.p. na reunião de hoje. Silvio Campos Neto |
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ATA DO FOMC TRAZ SINAL NEGATIVO, COM PREVISÕES PESSIMISTAS PARA A ECONOMIA
08/04/08 - Ata do FOMC apresentou teor mais pessimista em relação às perspectivas de curto prazo para a economia norte-americana. Muitos membros do Comitê já notam uma contração do PIB como provável, citando riscos de severo e prolongado desaquecimento. Isto sugere que o processo de afrouxamento da política monetária ainda não terminou, embora a visão atual do Fed sobre inflação seja de maior incerteza (“os dados recentes de inflação foram desapontadores”). Desta forma, os mercados reagem negativamente à confirmação oficial de que a economia norte-americana passa por um período muito difícil – provavelmente recessivo – e que talvez inicie alguma recuperação apenas no segundo semestre deste ano e em 2009. Silvio Campos Neto |
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MERCADOS TEM ALÍVIO NO EXTERIOR; AQUI, INFLAÇÃO VOLTA A PRESSIONAR
01/04/08 - O dia abriu positivo nos mercados internacionais, com o ambiente sendo beneficiado pelo plano de reforma da supervisão do sistema financeiro norte-americano anunciado ontem, dando mais poderes ao Federal Reserve. Além disso, o banco UBS divulgou uma baixa contábil adicional de US$ 19 bilhões, juntamente com a informação de um aporte de capital de cerca de US$ 15 bilhões. Apesar de ser mais um volume de prejuízo a ser somado às perdas já declaradas com a crise do subprime, ficou o sentimento de que as baixas contábeis das instituições financeiras estão chegando ao fim – fica ainda a expectativa em torno dos anúncios do Citigroup e do Merrill Lynch, também fortemente afetados pelo problema. Ou seja, apesar da melhora ainda estar distante de ser consistente, contribui para aliviar o sinal mais negativo que predominou na última semana. Do lado dos dados econômicos, o índice ISM industrial não foi tão positivo quanto pode parecer em uma primeira leitura. O índice total subiu para 48,6, acima das previsões (47,5), mas boa parte da elevação foi decorrente do aumento do sub-índice de preços, de 75,5 para 83,5. Dos sub-índices de atividade, apenas emprego teve alta. Fica ainda a expectativa para os demais indicadores da semana: ISM do setor de serviços (quinta-feira) e o payroll (sexta-feira), que deve vir fraco. No Brasil, o IPC-S voltou a subir forte na última semana de março, para 0,45% (de 0,23%), diante da nova aceleração dos preços dos alimentos (0,62%). É mais um dado que corrobora para o cenário de preocupação do Banco Central, e deve fazer com que a instituição eleve os juros neste mês. A produção industrial, por sua vez, apresentou ligeiro recuo de 0,5% na margem em fevereiro, representando uma acomodação da atividade após a forte expansão observada em janeiro (1,7%). Porém, na comparação com 2007, a produção se manteve com crescimento expressivo (9,7%). O destaque ficou novamente por conta da produção de bens de capital (+ 3,1% ante janeiro e + 25% ante fev/07), demonstrando que os investimentos seguem firmes no país, o que será crucial para re-equilibrar oferta e demanda no médio prazo. Este é um dos fatores que, em nossa visão, deve limitar a magnitude do ajuste nos juros que será promovido. Por fim, a Bovespa tem alta contida pelo comportamento dos preços das commodities, novamente em queda no dia de hoje. As incertezas sobre o ritmo de crescimento global ainda devem segurar estes preços por enquanto (metais, agrícolas, petróleo), o que segura a recuperação dos papéis de companhias brasileiras vinculadas às commodities. Silvio Campos Neto |
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ALTERAÇÃO DO HORÁRIO DE NEGOCIAÇÃO DA BOVESPA
Informamos que, a partir de 10/3/2008 (segunda-feira), a Bovespa adotará novos horários de negociação. Confira abaixo os novos horários: Pregão Regular After-Market Bloqueio/Exercício no mercado de opções sobre ações: Bloqueio/Exercício no mercado de opções sobre índice: Mercado de Balcão Organizado: |